| — | Humberto Gessinger (via gessingeriando) |
Ela o queria, apesar de tentar aparentar não se importar. Ele era lindo, ela era tímida. A vergonha dela a fez esperar, quem sabe um milagre pudesse vir a acontecer e fazer a ela ele querer. Quase sem esperanças ela seguiu, quando de surpresa ele de repente surgiu. A lua brilhou mais forte no céu, o barulho do mar se fez ouvir e o coração da menina parecia que iria explodir. Dominada ela foi pela emoção e mesmo sem ter feito nada ele já a tinha ao alcance de sua mão. No abraço dele a garota se perdeu e para sempre ali desejou permanecer. Sua mente ordenava que o soltasse. “Ora menina tola, não fica bem assim agarrá-lo!” Porém cada célula do seu corpo relutava em soltá-lo, longe daquele abraço o frio a dominava. Mas veja só como são as coisas, mal o conhecia e já tanto o queria. Com medo dele desaparecer se o soltasse tal como um sonho ao raiar do dia, ela o apertava mais para junto de si. A partir do momento em que ele ali apareceu, todo o resto do mundo desapareceu, o tempo parou, nada mais importava, ela se esqueceu até mesmo onde estava. “É ele! É ele!” gritava sua mente ao meio de um misto de sentimento. O mundo congelou diante dela naquele momento. Quando mais tarde ele a beijou, a menina em êxtase entrou. Não mais pensava, apenas sentia e ainda mais o almejava. Chegou então em casa e ficou ali deitada num frenesi sem fim de cada detalhe relembrava. Naquela noite com ele sonhou e cada vez mais ela se apaixonou. Em realidade o sonho se transformou. E hoje ao escrever aqui essa história o coração dela ainda acelera perante tão doce memória.
(Luíza Gallagher)






